22/07/08

Hello

mark hicks

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21/07/08

Regalias

Jorge Deodato nem sempre faltava ao emprego: ás vezes lá aparecia, com uma desculpa esfarrapada por estar presente onde os colegas já não estavam habituados a vê-lo.

Mas aparecer era sinal de remoque na consciência de esportulador de salários in absentia.

O estatuto de Delegado sindical legitimava-lhe a prebenda, que procurava compensar com zelo e arte no que chamava "a defesa das regalias conquistadas".

A regalia dele era obviamente a mais estimada, defendida e utilizada.

Pois: o exemplo tinha de vir dele.

20/07/08

A ordem sagrada do universo

Estou ciente de que os cientistas são os guardiães da ciência. Se o não fossem, mal iriam - eles e a ciência.

Efectivamente, o que seria uma ciência sem guardas ou uns cientistas sem nada para guardar?

Assim sendo, os cientistas que guardem a as ciências que se deixem guardar. Éste é o fado que lhes coube em sorte e com a sorte não se brinca.

Tenhamos esperança de que a Ordem do Universo será respeitada. Nela, guardadas estão as ciências para os cientistas as guardarem.

19/07/08

Da objectividade inane

Nutro uma grande ternura por Manuela Ferreira Leite. Dá-me uma impressão de senhora tão séria quanto determinada no fracasso. É que nem sempre fracassa quem quer nem quem pode. Mas quase sempre fracassa quem não merece.

E Manuela não merece: é séria, não demagógica, competente, boa avó, bom mãe, boa esposa, óptima cidadã.

Manuela: o filet mignon dos tubarões do laranjismo.

A justiça tem destas coisas: raramente prevalece, sobretudo na política. Que aliás se não rege - hélas! - pela justiça mas pelo poder.

Tenho de ser objectivo: adoro a senhora, mas suas virtudes são seus defeitos - quem quer um 1º Ministro ASSIM?

Sobretudo os que se lembram de Cavaco, o nosso Primeiro.

24/06/08

Blogs

Do 0 de Conduta, transcrevemos com a devida vénia o post OS RICOS QUE PAGUEM A SAÚDE (MAIS OU MENOS):

Só há um pais da OCDE em que o Estado não garante os cuidados universais de saúde. Nos EUA, onde o Medicare garante a saúde dos pobres, todos os outros têm que pagar pelo seu bolso os famigerados seguros. Resultado. No país que mais gasta com a saúde em todo o mundo, 46 milhões de pessoas não têm acesso a nenhum cuidado de saúde, público ou privado.

É a partir deste excelente exemplo de ineficiência e iniquidade que Ferreira Leite que conter as despesas do Estado. Não apresenta um número sobre o SNS que exija a alteração da sua filosofia, o que se compreende quando estamos a falar do serviço público mais eficaz e que, ao contrário de quase tudo no país, se encontra entre os melhores do mundo. Os ricos que paguem a saúde, parece ser o mote deste novo PSD. Como os ricos já não põem os pés no serviço público, fica-se sem perceber onde é que este serviço universal empobrecido vai melhorar o que quer que seja. A não ser, claro, que Ferreira Leite pretenda mexer no bolso na classe média e média-baixa. A mesma que já se encontra sobreendividada, recebendo salários de mil e poucos euros para pagar 500 ao banco pela prestação da casa.

Ferreira Leite começou a sua campanha mostrando-se preocupada com a pobreza e o empobrecimento da classe média. A sua primeira proposta é coerente. Nivelar por baixo, destruindo o melhor e mais eficiente serviço público para promover a iniciativa privada. O “novo” PSD pode ter menos aparato cénico e ser menos histriónico, mas é apenas uma nova embalagem para a demagogia de sempre.

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21/06/08

Operação Robin dos Bosques

Estou muito impressionado com o anúncio da Operação Robin dos Bosques.
A minha costela romântica sente ternurinha perante tão idealista ideia.

O meu problema é que se a moda pega poderão proliferar os mini-Robins copiando a ideia e o mecanismo.

Mas tenhamos fé: tudo acabará em bem.

Só faltam a lady Marian e o frei Tuck.

18/06/08

Paco Ibañez

Colaborando

Hoje conto com a colaboração de colaboradores que colaboram por gosto, sem cansaço por colaborarem. É esta colaboração que aprecio, haja calor ou frio, chuva, neve ou granizo.

Estes colaboradores colaboram onde haja necessidade de colaboração: limpezas, lavagens, cozinha ou repassagem de roupa, costura ou bordado, mecânica ou informárica.

Colaboradores destes há poucos: por isso colaboram tanto, procurando suprir a sua exiguidade em número.

Quem são eles?

Imigrantes claro. Mesmo que à revelia do Paulinho Portas.

Pois. No colaborar é que está o ganho. É colaborando  que a gente se entende, sustenta e vive.

01/06/08

A senhora Presidente (do PSD) e o homem da roleta russa

Quando resolvi - com solícita determinação - fabricar este blog, estava longe de pensar ver Manuela Ferreira Leite (mulher, cavaquista, determinada e plausível) liderando o PSD.
Só alguém do seu porte poderá conseguir percorrer o terreno minado que 60% de votantes noutros candidatos fazem prever. Mas à custa de muito suor e perca de tempo.

Reconhecendo-lhe os "méritos", prevejo o pior: são esses méritos que a enterrarão. Na conjuntura actual, uma tecnocrata séria e competente é muito pouco. Hoje como nunca, o primado é da política e da astúcia malandreca. "Qualidades" que manifestamente não possui e que o 1º Ministro exibe à saciedade.

Sócrates é um sortudo: Saíu-lhe a vitória na rifa de 2009. Depois de levar por tabela com a crise financeira e energética internacional, enfrenta - para compensar - uma avó tresandando a receituário da finanças e deficit, um Alegre tristemente vazio de ideias e cheio de si, um Portas desbragado esperando migalhas duma avó que o tratará como merece.

E ainda por cima, a eleição da avó-Conselheira de Estado e dilecta amiga levará Cavaco a uma maior contenção crítica...



12/05/08

Como assim?

Hoje, foi ontem para que possa ser hoje hove. Como amanhã será hoje também por isso mesmo.
A vida é assim. E não é.

26/03/08

Ivanices

Hoje foi anunciada uma descida do IVA.
"Ninguém" ficou satisfeito: uns queriam mais, outros não queriam alteração. "Ninguém" queria, afinal, ESTA descida, aqui e agora.

E os outros? Os que não se conhece o que pensam porque não têm acesso aos mídia?
Esses saberemos mais tarde, provavelmente pelo seu voto. Mas palpita-me que lhes agradou ver alguma coisa a baixar e pelas boas razões.

Nem todos são velhotes do Restelo (provavelmente estes "nem todos" são até quase todos).

A ver veremos.

24/03/08

Trabalhadores por conta de outrem

Hoje rescalda-se o domingo de Páscoa. É por isso que alguns continuam a descansar.

No país dos descansados, alguns cansam-se de tanto descansar enquanto outros nem descansar conseguem, de cansados que estão. Estes são os que mais amealham para os descansados e os cansados do descanso.

Mas é preciso ter esperança.

23/03/08

O Iraque não é longe

Hoje perdi-me. Ia para Coimbra pela A1 e saí num ramal cujo nome esqueci. Fui andando até uma aldeia deserta, com casas esventradas, estrada esburacada e detritos espalhados por todo o lado.

Só depois percebi  que estava em Alferj, miserável aldeola do sul do Iraque, onde a populaçaão fugira da guerra e da fome.

Por fim, consegui encontrar uma patrulha da GNR, em serviço de vigilância (sabe-se lá a quê) na zona. Deram-me boleia, comida e repassaram-me para um posto da brigada de Trânsito no Carregado.

Finalmente regressado à A1, lá fui para Coimbra, são e salvo.

Nunca pensei que o Iraque fosse tão perto.

22/03/08

Da Páscoa

Espero que por estes dias alguém seja redimido: a Páscoa assim o exige.

Porque não o VPV ou o Comendador Pacheco (Pereira)? Ou um dos Antónios (Guterres ou Vitorino)?

Mas nunca mais do que um!

21/03/08

Esperança

Ando em pulgas com o nosso ensino.

Entre pais, filhos e professores, alguém há-de escapar.

Para ser avaliado.

19/03/08

Poeminha

Hoje, vai um poeminha:

Longe estão os tempos idos

Perto andam os objectos perdidos

E eu, que perdido estou,

Aos perdidos e achados vou

(Pausa)

E, assim tendo feito,

Encontrei-me!

Vejam como o mundo é perfeito...

17/03/08

Ao desafio

 

O lobo uivava ao longe, na madrugada.

Mas eu uivava mais.

01/03/08

Assimetrias temporais

Nem sempre o que dizemos sai do coração. Às vezes, sai do fim da fila de interesses, desde que os interessados sejam "interessantes". Mas nem sempre são. E, quando assim, vamos pregar para o deserto das ideias a que temos direito sempre que ideias não tivermos.

O futuro nos dirá como é. O passado nos disse como foi. O presente nada nos diz - é um deserto de oportunidades procurando um rumo, sem muita esperançao disso.

Haja calma: se tudo batesse bem, seríamos um relógio suiço.