Mostrar mensagens com a etiqueta Vidas. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Vidas. Mostrar todas as mensagens

31/03/09

Expectativas 3


Segundo o EXPRESSO on line, "O Sindicato dos Magistrados do Ministério Público (SMMP) congratulou-se hoje com a garantia do procurador-geral da República de que eventuais pressões sobre magistrados do processo Freeport estão a ser averiguadas, reiterando que há "pressões".

O nóvel Presidente do Sindicato não chega a ser hipócrita. Nem aí consegue chegar. Ser hipócrita exige algum talento e arte, características que parecem escapar ao pedigree do Dr. Palma.

Expectativas 2

Comunicadamente, o PGR comunicou. Como seria de esperar, vindo de quem - e de onde - vem.

Sua Exª. deixou-nos completamente esclarecidos: os chefes da pesquisa - disse ele que lhe disseram eles - não foram entalados. Continuam, doa a quem doer, percorrendo o caminho do dever, no tempo e no modo que o dever e o apuramento do cozinhado exigirem.

Estamos, assim, mais tranquilos. O Garzonzinho nada deve e nada teme.

Cervantinamente, entre o Quixote e o Sancho que em sua Exª. parecem um só , o País, aliviado, dorme beatificamente.

(Que pensará a alta figura do Estado?)

Expectativas

Descobri o conspirador que tem andado a conspirar, numa conspiração aprazada entre conspiradores de todo o espectro partidário.

Esta foi, objectivamente, a primeira conspiração unanimista da nossa jovem democracia.

Dela foi vítima uma alta figura do Estado, cujo nome por decoro e descrição se omite, embora todos saibam quem é.

Diz-se que o Procurador - nosso Garzón da Trafaria, - irá falar ao país para pôr tudo em limpos pratos

Estou certo que assim não será. A Trafaria pesa muito.

Vórtice

A noite está quase chegando à madrugada
Esta madrugada que me cansa
Quando vigilando penso que nem dormir consigo.

Porque dormir vai sendo prenda rara,
mesmo inóspita no meio de tanta solidez sórdida,
de memória ao vento enevoada,
enxovalhada mesmo pelo zumbir,
que começa na nevralgia deste nocturno
e acaba, enfim, no vórtice seco da secura de mim.

19/11/08

Manuela de Esparta



Como estou comovido!
Esta senhora deve passar à história da democracia portuguesa: diz o que não quer e quer o que não diz.
Por Portugal, no pasará!

11/10/08

Timing

Há gajos à rasca com a crise.

Diz-se que os mais aflitos são os mais ricos.

É que terão de fazer uma pausa.

09/10/08

O monólogo parlamentar

Eu, que sempre gostei de ver oposições parlamentares aguerridas, estou hoje bem triste, recalcando sem efeito visível a vergonha que ontem passei durante o debate parlamentar (mais propriamente chamado o passeio de Sócrates).

Realmente, tivemos oposição no seu pior: sem chama, sem imaginação, sem conteúdo. Rangel (onde terá Manuela ido descobrir este génio?) e Louçã esmeraram-se na desgraça paroquial.

Garanto que a sra. Palin é bem melhor.

29/09/08

O Manelismo

Começo finalmente a perceber o Manelismo.

Trata-se - depois do tabu do silêncio - de fazer microoposição: alinham-se declarações sobre temas menores, misturam-se algumas posições solenes sobre temas fracturantes que, por serem "matéria de consciência", permitem lavar as mãos na liberdade de voto, simulacro de democracia alaranjada e arejada. Junta-se a esta salada de frutas um sempre-recauchutado Santana (que dá a D. Manuela um cheirinho de calculismo pragmático, tempero sempre conveniente numa salada que se preza).

Afinal é tudo simples.

Menos ganhar eleições.

image

 

The show must go on

A crise financeira veio para ficar, com as carpideiras do costume e as desculpas de quem tem peso na consciência.

O capitalismo não acabou: apenas está mostrando que não pode passar - sobretudo ele! - sem o socorro do Estado para lhe subsidiar as incompetências e os golpes - financiando-lhe, generosamente, os prejuízos.

Quando o engenho dos "novos produtos financeiros" começa a soçobrar, o sistema dá nisto: socializam~se as percas para continuar a capitalizar-se nas várias roletas do Casino.

Mas haveria outro remédio?

Haveria: mas era necessário subordinar o poder económico ao político. Coisa que aos próprios políticos não interessa: quem lhes pagaria os desvarios, as comissões e a domesticação da grande mídia?

Nada voltará a ser como era. Para que tudo continue a ser como era.

Há só que mudar o esquema e alguns dos seus arquitectos.

The show must go on.

30/07/08

Lula 3, Sócrates 1

Estive a ver as entrevistas de Lula e Sócrates à RTP2.

Lula é bem mais expontâneo, vivido, tarimbeiro de todas as batalhas, das perdidas construindo as vitoriosas.

Foi gostoso vê-lo.

Sócrates é o que é: a força da determinação activista sem a convicção tranquila e simpática do Presidente Brasileiro. Mas, dentro do que temos, não há melhor...

12/05/08

Como assim?

Hoje, foi ontem para que possa ser hoje hove. Como amanhã será hoje também por isso mesmo.
A vida é assim. E não é.

26/03/08

Ivanices

Hoje foi anunciada uma descida do IVA.
"Ninguém" ficou satisfeito: uns queriam mais, outros não queriam alteração. "Ninguém" queria, afinal, ESTA descida, aqui e agora.

E os outros? Os que não se conhece o que pensam porque não têm acesso aos mídia?
Esses saberemos mais tarde, provavelmente pelo seu voto. Mas palpita-me que lhes agradou ver alguma coisa a baixar e pelas boas razões.

Nem todos são velhotes do Restelo (provavelmente estes "nem todos" são até quase todos).

A ver veremos.

24/03/08

Trabalhadores por conta de outrem

Hoje rescalda-se o domingo de Páscoa. É por isso que alguns continuam a descansar.

No país dos descansados, alguns cansam-se de tanto descansar enquanto outros nem descansar conseguem, de cansados que estão. Estes são os que mais amealham para os descansados e os cansados do descanso.

Mas é preciso ter esperança.

23/03/08

O Iraque não é longe

Hoje perdi-me. Ia para Coimbra pela A1 e saí num ramal cujo nome esqueci. Fui andando até uma aldeia deserta, com casas esventradas, estrada esburacada e detritos espalhados por todo o lado.

Só depois percebi  que estava em Alferj, miserável aldeola do sul do Iraque, onde a populaçaão fugira da guerra e da fome.

Por fim, consegui encontrar uma patrulha da GNR, em serviço de vigilância (sabe-se lá a quê) na zona. Deram-me boleia, comida e repassaram-me para um posto da brigada de Trânsito no Carregado.

Finalmente regressado à A1, lá fui para Coimbra, são e salvo.

Nunca pensei que o Iraque fosse tão perto.

22/03/08

Da Páscoa

Espero que por estes dias alguém seja redimido: a Páscoa assim o exige.

Porque não o VPV ou o Comendador Pacheco (Pereira)? Ou um dos Antónios (Guterres ou Vitorino)?

Mas nunca mais do que um!

19/03/08

Poeminha

Hoje, vai um poeminha:

Longe estão os tempos idos

Perto andam os objectos perdidos

E eu, que perdido estou,

Aos perdidos e achados vou

(Pausa)

E, assim tendo feito,

Encontrei-me!

Vejam como o mundo é perfeito...

17/03/08

Ao desafio

 

O lobo uivava ao longe, na madrugada.

Mas eu uivava mais.

01/03/08

Assimetrias temporais

Nem sempre o que dizemos sai do coração. Às vezes, sai do fim da fila de interesses, desde que os interessados sejam "interessantes". Mas nem sempre são. E, quando assim, vamos pregar para o deserto das ideias a que temos direito sempre que ideias não tivermos.

O futuro nos dirá como é. O passado nos disse como foi. O presente nada nos diz - é um deserto de oportunidades procurando um rumo, sem muita esperançao disso.

Haja calma: se tudo batesse bem, seríamos um relógio suiço.

28/02/08

Eutanezes

Estou de rastos. Menezes ainda consegue prostrar-me com a sua determinação no combate pelo direito dos políticos à eutanásia.

Realmente, um ser terminalmente político como ele não merece continuar nos Cuidados Intensivos.

Não haverá por aí uma alma caridosa que o desligue da máquina partidária, pondo fim à agonia da morte lenta?

26/02/08

Santana & Menezes

Santana Lopes segue e soma. Por sua conta vai averbando as tontices de Menezes.

È uma soma garantida, contanto que Menezes vá durando...